A implantação do curso de Comunicação Social na Ufma de Imperatriz implica uma série de transformações na cidade e na região. Talvez a mais importante do ponto de vista mercadológico seja a elevação na qualidade editorial dos veículos que já existem na cidade. Assim como o surgimento de novos empreendimentos que aqueçam o mercado editorial na região.
Essa mudança é hoje bastante perceptível em televisão. Cabe aos profesores/pesquisadores da Ufma identificarem qual a motivação disto, mas é perceptível a tendência que tem a TV local de abrir espaços aos novos comunicadores. Eu mesmo, quando dirigi o jornalismo da TV Band Imperatriz, fiz questão de abrir processo seletivo para estágio de estudantes de jornalismo. E conseguimos garimpar bons nomes entre as dezenas de currículos que recebemos.
Os jornais impressos ainda não conseguiram perceber essa tendência. Tanto O Progresso quanto o Jornal Capital, ainda se valem das mesmas antigas estruturas, onde um editor-chefe monta todo o jornal baseando-se basicamente em matérias de assessoria, os famigerados releases, e edita uma coluna de política. Matérias mesmo só de polícia. Ou quando interessa ao grupo político que predomina no jornal escrever algo para elogiar ou destratar alguém. O Jornal de Notícias, apesar de ainda estar derrapando em sua estréia, parece apresentar alguns nomes de estudantes dispostos a encarar "as pretinhas" e exercer o bom jornalismo.
Jornalistas neófitos, evidentemente (ou estreantes, ou focas). E tomara que sejam notívagos (que trocam a noite pelo dia). Afinal a boêmia faz parte do lado romântico dessa profissão. Assim como saber escrever é imprescindível para um jornalista.
Jornalistas neófitos e notívagos
Postado por Marcos Franco Couto às 16:43
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