Ontem estive na cidade de Estreito com a equipe de jornalismo da Band acompanhando a manifestação dos atingidos pela barragem da usina hidrelétrica. A questão básica é: O MST, a Via Campesina, a CPT e o Movimento dos Atingidos por Barragens exigem a revisão do número de famílias atingidas e também o valor pago pela indenizações (oficialmente são 1400 famílias atingidas, mas o movimento diz que passa de cinco mil esse número).
Como é de se esperar numa manifestação desse tipo, várias informações são desencontradas e alguns se aproveitam da situação para tentar atingir seus objetivos. Por exemplo: uma liminar foi expedida pelo juiz da comarca local reintegrando a área ao consórcio que administra a obra, o Cest. Os advogados dos ativistas alegam que ele não poderia ter tomado tal atitude, já que se trata de área sob jurisdição federal, por estar à margem de uma BR (a 230). Mas ontem mesmo, acatando petição dos advogados, o juiz decidiu suspender a liminar. Hoje, aqui em Imperatriz, vai haver uma rodada de negociações entre as lideranças do movimento, o judiciário, representantes do Cest. Vão tentar um acordo.
Há que se destacar também a sensatez do governo do Maranhão em não ter enviado reforço policial para cumprir a ordem de reintegração. O ambiente estava tenso e previsa-se no ar cheiro de conflito se a PM utilizasse de força para desocupar a área. É a primeira vez que vejo um governo neste estado protelar o cumprimento de uma decisão judicial que atingisse a parte de baixo da pirâmide.
FOTO: JORNAL PEQUENO
Estreito: atingidos por barragem exigem revisão de famílias atingidas
Postado por Marcos Franco Couto às 10:27
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